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Medina de Tetouan

A Medina de Tetouan, hoje Património da Humanidade, é a mais andaluza de todas as medinas de Marrocos. Emigrantes da Espanha chegados nos séculos XV e XVII trouxeram as suas tradições arquitectónicas, incluindo o gosto pela decoração em ferro forjado e por portas com elaboradas guarnições de metal.

O aroma das especiarias, da madeira acabada de serrar e do kesra (pão) enche as estreitas ruas, praças e souks da medina, cheios de carpinteiros, fabricantes de chinelos, vendedores de tecidos, curtidores e vendedores de artigos usados.

A Rue el-Mokadem (entre a Place Souk el-Fouqui e a Place Gharsa el-Kebira) é a rua onde se amontoam mais lojas, mas também uma das mais interessantes pelos impressionantes edifícios brancos e pelo pavimento. Os vendedores de tecidos e de cerâmica do Rif enchem a pequena praça onde se realiza o Souk el-Houts. Leva ao antigo mellah, o bairro judeu de Tetouan, onde as casas com varanda têm grandes janelas, portões de ferro forjado e fachadas com arcadas.


Medina de Tetouan Marrocos

Vale Ait Bouguemez

O vasto e plano vale Ait Bouguemez é ladeado por uma paisagem de montes altos e áridos. Este é o domínio da tribo Ait Bouguemez, de agricultores sedentários, que se julga ser a tribo mais antiga da região.

O vale é coberto de lotes de terreno meticulosamente cultivados, rodeados por valas, e crescem oliveiras nos campos ondulados de cevada e trigo.

Nas vertentes secas amontoam-se povoações de pisé em torno de tighremts, antigas casas fortificadas também chamadas de kasbahs. O vale é um ponto de partida para caminhadas por paisagens espectaculares até ao maciço de Jbel M’Goun. Há 28 aldeias dispersas ao longo do vale entre Agouti e Zaouia Oulemsi.


Vale de Ait Bouguemez Marrocos.

Museu Dar Jamai em Meknes

Este museu de arte marroquina está instalado numa bonita residência construída em cerca de 1882 por Mohammed Belarbi el-Hassan, um grão-vizir do mulei el-Hassan em 1873-1874.

A sofisticada arquitectura do palácio inclui cornijas de madeira pintada, um telhado de telhas verdes e um pátio com dois lagos e azulejos zellij. Há também um jardim andaluz com altos ciprestes. Cobrindo uma área de 2845 m2, o palácio tem ainda vários anexos e edifícios exteriores.

Museu Dar Jamai Meknes Marrocos

O que é uma Kasbah

As Kasbah (tighremt em berbere) desempenharam por muito tempo o papel dos castelos fortificados, sendo lugares de refúgio para pessoas e animais, e protegendo do frio e de outras ameaças. A kasbah é uma residência majestosa ou a habitação de uma família. É um edifício imponente erguido sobre uma planta quadrada. Enquanto as kasbahs nos vales da montanha são robustas, as dos oásis do Sul têm um aspecto mais alto e elegante. Nos quatro cantos há torres com merlões.

As dimensões das sala de uma kasbah típica são ditadas pelo tamanho das vigas horizontais e geralmente são mais compridas do que largas. A sala maior é a de recepção, que muitas vezes tem um tecto pintado e é reservada aos homens. O estábulo e curral ficam no rés-do-chão.

Jacques Majorelle

O pintor Jacques Majorelle nasceu em Nancy, no Nordeste da França, em 1886. Filho do famoso fabricante de armários Louis Majorelle, uma das principais figuras da École de Nancy, cresceu no meio artístico da Art Nouveau.

Parecia destinado a seguir as pisadas do seu pai, mas, depois de estudar Écoles des Beaux-Arts em Paris, Majorelle decidiu dedicar-se à pintura.

Viajou para Espanha, Itália e Egipto. Em 1917, quando convalescia de tuberculose, foi para Marrocos e apaixonou-se pela intensidade da luz. Ajudado pelo marechal Lyauteu, fixou-se em Marraquexe na sua villa hoje famosa pelos Jardins Majorelle. Fascinado com os souks, kasbahs e aldeias do Alto Atlas, ficou em Marrocos até à sua morte em 1962.

Jacques Majorelle em 1950 na sua casa em Marraquexe

Jacques Majorelle em 1950 na sua casa em Marraquexe

Mesquita de Tin Mal

Num cenário isolado no sopé do Atlas, 10km além de Ijoukak na estrada do desfiladeiro Tizi-n-Test, a Mesquita de Tin Mal é o último sinal que resta da conquista almóada no século XII.

Tin Mal, outrora uma cidade sagrada fortificada, foi fundada pelo teólogo Ibn Toumart em 1125. Daqui, fomentou uma guerra santa conta os Almorávidas e foi reconhecido como líder religioso pelas tribos berberes do Alto Atlas.

Em 1276, a cidade foi saqueada e pilhada pelos Merínidas. Só a sumptuosa mesquita ficou de pé. Foi construída em 1153 por Abd el-Moumen, o sucessor de Ibn Toumart e primeiro governante da dinastia almóada. Restaurada em 1994 pela UNESCO, é um dos poucos edifícios religiosos abertos a não-muçulmanos. A sua planta quadrangular, altas muralhas e torres robustas dão-lhe o aspecto de fortaleza.

Mesquita Tin Mal a 100km sul de Marraquexe nas Montanhas do Atlas

Mesquita Tin Mal a 100km sul de Marraquexe nas Montanhas do Atlas

Aldeia de Asni

Com uma interessante kasbah com muralhas vermelhas, Asni é a primeira grande aldeia na estrada de Marraquexe para o desfiladeiro de Tizi-n-Test. Está rodeada por bonitos pomares e há vários caminhos de mulas para o planalto nas proximidades.

Nesta pequena povoação, uma estrada que se transforma num caminho é o ponto de partida de caminhadas para Imlil e Jbel Toubkal.

A alguns kms acima de Asni, está a pequena povoação de Imarigha, local nas montanhas onde existem umas interessantes minas de sal que podem ser visitadas.

Mercado de Asni

Mercado de Asni

Circuito dos Lagos em Imouzzer du Kandar

Três bonitos lagos – Dayet Aoua, Dayet Ifrah e Dayet Hachlaf – ficam a 9km a sul de Imouzzer du Kandar. Uma curva saindo da P24 leva ao Dayet Aoua, que se formou numa depressão natural.

A estreita estrada que o acompanha leva até ao Dayet Ifrah, cercado de montanhas, e segue para o Dayet Hachlaf. Para lá de uma cabana de floresta, um caminho à direita leva ao Vallée des Roches (Vale das Rochas).

Patos, garças, grous, aves de rapina e libelinhas povoam estas terras áridas. O Dayet Aoua fica numa depressão natural rodeada por colinas. Está seco há vários anos devido a secas persistentes e ao facto de a água ter sido canalizada para irrigar os pomares da área.

Quando os lagos estão cheios, a área torna-se uma reserva natural para muitas espécies de aves. Atrai aves aquáticas – como alfaiates e galeirões -, aves bravas, de rapina – como milhanos e peneireiros – e andorinhas.

Lago Dayet Aoua perto de Imouzzer du Kandar

Lago Dayet Aoua perto de Imouzzer du Kandar

À Descoberta do Médio Atlas

O Médio Atlas caracteriza-se pela variedade da paisagem. Na parte oriental a chuva é escassa, tendo por isso pouca vegetação, mas acima doa vales profundos ergue-se o Jbel Bou Naceur e o Jbel Bou Iblane: com 3340 metros e 3190 metros de altura respectivamente, estes são os picos mais altos do Médio Atlas em Marrocos.

No planalto central escassamente povoado, entre Azrou e Timhadit, lagos (designados por dayet ou aguelmame) enchem as crateras de vulcões extintos e são rodeados por florestas. na parte ocidental a precipitação é mais elevada e as zonas aráveis atraíram mais população. Aqui, planaltos e vales são cobertos por florestas de cedros, sobreiros e pinheiros-marítimos.

A partir de Dezembro, os picos acima dos 2000 metros de altura cobrem-se de neve. O Médio Atlas é o território dos seminómadas Bni M’Guild e Zaiana.

Pequena aldeia no Médio Atlas de Marrocos

Pequena aldeia no Médio Atlas de Marrocos

Antiga Cidade de Volubilis

A antiga cidade de Volubilis fica de costas para um pico triangular que se salienta de Maciço Zerhoun. O local foi povoado e começou a prosperar com os reis mauritanos, do século III a.C. ao ano 40 d.C. Os templos deste período, bem como um estranho túmulo, foram desenterrados.

Quando a Mauritânia foi anexada pela imperador romano Cláudio em 45 d.C., Volubilis ascendeu ao estatuto de municipia (cidade livre), tornando-se uma das cidades mais importantes de Tingitana. Os edifícios públicos no bairro nordeste datam do século I e os que rodeiam o fórum datam do século II.

Depois de Roma se ter retirado da Mauritânia, no século III, a cidade regrediu. Era habitada por cristãos mas foi islamizada quando Edrici I chegou em 788.

A rua Decumanus Maximus com o Arco Triunfal em Volubilis.

A rua Decumanus Maximus com o Arco Triunfal em Volubilis.

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